Trupe de Joinville apresenta Migrantes

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De onde venho? A que lugar pertenço? O que sinto sobre o lugar onde vivo? Estas perguntas existenciais estão presentes no espetáculo Migrantes, em cartaz nesta sexta-feira, 26 de novembro, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, às 20h. Criação do grupo Dionisos Teatro, de Joinville, a trama integra o 5º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), que segue até o dia 28. Antes da apresentação, às 19h, ocorre o Cenas no Hall, no hall do Teatro, com esquetes elaboradas por companhias teatrais da cidade.

Dois são as personagens da peça: Nelson e Neusa. Vindos de lugares diferentes, eles se conhecem por meio de um programa de correio sentimental no rádio e constroem uma nova vida na cidade. O espetáculo fala de coragem, medos, saudades e sonhos.

As memórias de migrantes na cidade de Joinville serviram de inspiração para a montagem. Os integrantes da companhia ouviram principalmente as pessoas que vieram para a cidade no processo de crescimento de oferta de mão de obra na indústria nos anos 70. O ponto de partida foi recorrer a entrevistar existentes no laboratório de História Oral da Univille, coordenado pela professora Raquel Santiago.

Ao invés de apenas contar as histórias originais, a trupe busca inspiração nestas histórias para a construção poética. As histórias de vida dos entrevistados serviram como referência para a construção da cena. Questões como memória e pertencimento permeiam o trabalho de modo a construir um mosaico de memórias dos migrantes que hoje compõe esta cidade.

Migrantes estreou em 2007 e fez várias temporadas, com apresentações para escolas e público em geral na cidade de Joinville. Em 2009, participou do 37º Fenata (Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa), conquistando os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante (Andréia Malena Rocha), Melhor Iluminação (Hélio Muniz) e Melhor Cenário (O Grupo). No 32º Feste (Festival de Pindamonhangaba), em 2008, recebeu o trofeu de segundo melhor espetáculo adulto; melhor atriz coadjuvante (Andréia Malena Rocha); melhor iluminação (Hélio Muniz), prêmio de pesquisa e melhor cenário.

A Dionisos Teatro vêm trabalhando nos seus últimos espetáculos com a proposta de construção de dramaturgia própria. No trabalho anterior, Entardecer, desenvolveu uma peça a partir de memória de pessoas idosas. A montagem resultou num espetáculo sensível e poético que dialoga muito bem com a platéia. Em Entardecer, o texto foi construído utilizando as falas quase que originais dos muitos entrevistados que a companhia entrou em contato.

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