Nhô Lica representa Piracicaba no sexto Fentepira

Roberto Rosa, Tiche Vianna e Antônio Chapéu integram a comissão de seleção dos trabalhos para o 6º Fentepira.
Roberto Rosa, Tiche Vianna e Antônio Chapéu integram a comissão de seleção dos trabalhos do 6º Fentepira.

A Tragatralha Cia. de Teatro garantiu uma vaga no 6º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), com o espetáculo Nhô Lica – Aventuras e Desventuras do Capitão Félix do Amaral. Apresentada em 5 de setembro no 17º Pirateatrando, a peça foi a única escolha do júri das três que se inscreveram para a seletiva municipal: À Sombra da Medéia, da Cia. D’Vergente, e Forfé Canta Lilás, do Grupo Forfé.

O Pirateatrando é uma mostra de teatro criada para valorizar os talentos locais em artes cênicas. Desde 2006, funciona também como seletiva para os grupos de Piracicaba que desejam participar do Fentepira. Por isso, os espetáculos foram assistidos por uma comissão de seleção, composta por Antônio Chapéu (Andaime Teatro), Roberto Rosa (Cia. de Teatro Fábrica) e Tiche Viana (Barracão Teatro). Pelo regulamento, até três espetáculos poderiam ser escolhidos.

Num mundo permeado pelo realismo fantástico, Nho Lica vagueia entre o real e o imaginário. A trama é baseada na história real de um personagem que perambulava pelas ruas acumulando pedregulhos, cacos de vidro e lascas de ferro, na crença de possuir pedras preciosas de inestimável valor. A peça tem a assinatura de Carlos ABC (direção e texto) e o elenco composto pelos atores Carla Sapuppo, Rafaela Arthuso, Vagner Chiarini e Raul Rozados.

Para Antônio Chapéu, não havia uma grande distância no nível dos três espetáculos apresentados na seletiva municipal. Ele acredita que o maior peso para a escolha de Nhô Lica foi a força da pesquisa em torno de um elemento cultural da cidade. “É um item que cativou toda a comissão, mas que também é recorrente em outros festivais. A Tragatralha conquistou vantagem por conta da pesquisa, que reforça a cultura local”, analisa Chapéu, enfatizando também que a comissão seletiva se sensibilizou com o caráter de teatro popular que a montagem possui.

Da mesma forma analisa Tiche Vianna, ao lembrar que a Tragatralha trouxe para o palco elementos que pertencem à cultura piracicabana e valorizou também a alegoria e o aspecto que ela define como “brincante”. “Não é apenas a questão da história, mas um modo de relacionar que nos deu um panorama de uma característica específica da cidade”, detalha. Outro aspecto destacado por Tiche é a apropriação da linguagem. “O grupo utiliza todos os elementos que caracterizam o teatro popular. Apesar de estar no palco, o elenco preserva uma relação direta com o público, quebrando assim a quarta parede.”

Na análise de Roberto Rosa, os dois espetáculos – À Sombra da Medéia e Forfé Canta Lilás – precisam de maior trabalho na dramaturgia. Rosa elogia a Tragatralha pela consistência do espetáculo Nhô Lica. “A originalidade do tema, a presença do ator cômico e a coerência nos elementos utilizados em cena contribuíram para a criação de um espetáculo envolvente e divertido”, analisa.

O 6º Fentepira acontece entre os dias 29 de outubro a 6 de novembro e terá dez espetáculos convidados, selecionados por Chapéu, Tiche e Rosa entre os dias 3 e 6 de setembro em meio aos 168 inscritos de todo o país. O resultado da seleção será divulgado na próxima semana. A realização do Festival é da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e Apite! (Associação Piracicaba de Teatro).

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