Antropofocus: metáfora da incomunicabilidade

Este slideshow necessita de JavaScript.

Você já se viu assistindo a um espetáculo inteiro sem nenhum diálogo, onde a comunicação acontece por meio dos sons? Pois isso será possível às 20h de domingo (30), quando sobe ao palco do Teatro Municipal Dr. Losso Netto o grupo Antropofocus. A trupe vem de Curitiba, Paraná, para apresentar a comédia Contos Proibidos de Antropofocus.

Partindo da metáfora da incomunicabilidade, as cenas – ou contos – acontecem em ambientes onde pessoas desconhecidas se encontram, mas raramente iniciam uma conversa: dentro de um ônibus, debaixo de uma marquise num dia de chuva ou em um banheiro masculino. Também há contos sobre segredos, coisas que fazemos e que preferiríamos que ninguém ficasse sabendo.

A ideia de fazer um espetáculo assim surgiu porque todos os grandes comediantes usam medidas sonoras para falar de seus trabalhos: o tom da cena, o tempo da piada, o ritmo da peça, o timming de comédia.

Contos Proibidos de Antropofocus teve sua pré-estreia em novembro de 2007 no Teatro da Caixa, em Curitiba, durante a 3ª Mostra Cena Breve, sendo na ocasião selecionada pelo público e curadoria como uma das melhores três cenas da mostra.

Ao ser contemplado com o edital Viagem Teatral do Sesi-SP, o espetáculo percorreu, em 2009, 15 cidades do interior paulista e no mesmo ano venceu o Circuito Cultural do Sesi-PR. Entre os festivais, a trupe levou a trama para o Fentepp (Festival de Teatro de Presidente Prudente), Festival Internacional Mercosur em Córdoba, Argentina, Fenata (Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa) e Festival de Curitiba. Em junho de 2010, Contos Proibidos de Antropofocus foi convidado para ser o espetáculo de inauguração do Teatro da FAP – Faculdade de Artes do Paraná.

O diretor e fundador do Antropofocus, Andrei Moscheto, tem no improviso a base da criação coletiva que funde visões artísticas em busca de novas respostas. Moscheto trabalhou com Hugo Possolo e dirige o Natal no Palácio Avenida, famosa apresentação do coral de crianças carentes, no centro de Curitiba. Como ator, ganhou dois prêmios; por Cãocoisa e a Coisa Homem, escrita e dirigida por Aderbal Freire Filho, e o por Pequenas Caquinhas, do grupo Antropofocus.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s