Peça de Mário Bortolotto integra programação

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O Parlapatão Henrique Stroeter apresenta ao lado do ator Fábio Espósito, o palhaço brasileiro do espetáculo Quidam do Cirque Du Soleil, o espetáculo À Meia-Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça, nesta segunda-feira (31), às 20h30, no Teatro do Sesi, na Vila Industrial. O texto e a direção são de Mário Bortolotto. Inicialmente, a apresentação estava prevista para as 20h de segunda, no Teatro Municipal, mas a transferência de local foi necessária porque a casa de espetáculos está sem energia elétrica.

Os dois atores são amigos de longa data e por anos compartilharam o desejo de encenar o texto de Mário Bortolotto, que esteve no dia 26 de setembro em Piracicaba para participar do projeto Conversa de Boteco, em que discutiu Dramaturgia, Literatura e Rock and Roll no Ponto de Cultura Garapa.

O espetáculo, dividido em 13 cenas, conta a história de Billy e Jesse, desde o momento em que se conhecem no berçário, onde acabaram de nascer em 1950, até a festa da virada do ano de 1983 para 1984. A narrativa atravessa estas três décadas, pontuando os acontecimentos históricos que marcaram o Brasil e conduzindo a trama pela trajetória antagônica destes dois amigos.

Henrique Stroeter é Billy, um bebê esperto e já “consciente” sobre as dificuldades que a vida lhe trará. Filho de uma prostituta, com o tempo, ele se transforma em um adolescente malandrinho. Na fase adulta não tem dinheiro, é idealista e, sempre pronto a questionar tudo, se torna um ativista político.

Já Fábio Espósito vive Jesse, o oposto do amigo. No berçário, ele interpreta uma criança educada, rica e com boas perspectivas de vida. Na adolescência experimenta comodidades burguesas e na maturidade opta pela segurança financeira e familiar.

Entre 1950 e a passagem do ano de 1983 para 1984, eles vivem diversos momentos pessoais, políticos e sociais. Para contextualizar os acontecimentos, além do texto, os atores contarão com figurinos detalhadamente estudados, e projeções de vídeo, criadas originalmente para a comédia.

Mário Bortolotto
Fundador do grupo Cemitério de Automóveis, tem mais de 30 peças no currículo. É conhecido como um dos grandes poetas dramáticos do teatro tupiniquim e como representante contemporâneo mais próximo ao universo do autor Plínio Marcos. Seus textos são repletos de histórias com personagens “à margem” da sociedade e lhe renderam o adjetivo de “autor maldito”.

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