Perto de 5 mil prestigiam Fentepira em 2011

Em dez dias de programação com o que há de mais conceituado nas artes cênicas do país, o 6º Fentepira registrou público de 4.938 pessoas. A comissão organizadora do evento comemora os números e acredita que eles são reflexo da consolidação do mostra teatral, que aconteceu de 28 de outubro a 6 de novembro.

Realizado pela Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), o Fentepira teve 26 atrações gratuitas no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, Casarão do Turismo da Rua do Porto, Ponto de Cultura Garapa, Cemitério da Saudade, Educomunicamos Ponto de Cultura e Praça José Bonifácio.

Para a abertura, no dia 26, foi convidado a Cia. Teatro da Cidade, de São José dos Campos, com a montagem Um Dia Ouvi a Lua, vencedora do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro de Melhor Espetáculo do Interior de São Paulo e indicada ao Prêmio Shell 2011 de melhor direção musical. Para o encerramento, a Cia. Do Tijolo trouxe Concerto de Ispinho e Fulô, que recebeu o Prêmio CPT pelo projeto sonoro e o Prêmio Shell na categoria Música.

A Secretária Municipal da Ação Cultural Rosângela Camolese ressaltou a importância do Fentepira e destacou o nível dos espetáculos nesta sexta edição. “Foram dez dias de uma programação de altíssima qualidade, em um Festival implantado no início da minha gestão à frente da Secretaria Municipal da Ação Cultural, cujo modelo tem servido como vitrine para a criação de outros projetos culturais. E mais uma vez, o resultado do Fentepira foi bastante positivo, o que nos orgulha profundamente”, afirmou.

Esta foi a primeira vez que Festival teve uma curadoria, assumida por Antônio Chapéu, do Andaime Teatro Unimep. Ele acredita que esta edição superou suas metas ao se transformar num referencial de qualidade, pela diversidade dos espetáculos selecionados e nível técnico das companhias. “A mudança do formato, retirando as premiações e fortalecendo o Festival como mostra, possibilitou a elaboração de uma programação eclética, que atendesse todos os estilos e públicos”, disse.

Chapéu destacou também o envolvimento das entidades parcerias, que auxiliaram na profissionalização do Festival. “Foi uma evolução nítida, que refletiu diretamente no aumento do público, cumprindo um dos papéis principais do Fentepira, que é a formação da plateia”, disse.

Além do fim dos Trofeus-Destaque, o sexto Fentepira teve dois dias a mais de realização e também foi antecipado em quase um mês (até a quinta edição acontecia na última semana de novembro), para não coincidir com o período de provas escolares.

Os espetáculos da mostra principal foram acompanhados por uma comissão debatedora, formada por Alexandre Mate, professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Patrícia Leonardelli, doutoranda em artes, jornalista, bailarina e atriz. Após cada apresentação, eles participaram de debates com as companhias e plateia.

“Cumprimento de maneira bastante esfuziante a seleção dos trabalhos. Foram contemplados diferentes tipos de espetáculos e pesquisas e o conceito de qualidade não se transformou em uma coisa abstrata”, destacou Alexandre Mate, que elogia ainda o interesse da plateia para os debates pós-espetáculos.

Já Patrícia Leonardelli classificou a organização do Festival de Piracicaba como “exemplar”. “Todos os detalhes foram pensados nesta edição, desde a formação do público até a montagem da mostra, que se mostrou eclética e dinâmica. Isso é reflexo do trabalho da curadoria e da comissão organizadora”, apontou ela.

Com a participação de grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Piracicaba, a sexta edição recebeu 168 inscrições de 12 Estados brasileiros. Os trabalhos da mostra principal foram selecionados por Tiche Vianna, Antônio Chapéu e Roberto Rosa. Além da mostra principal, o Festival teve ainda as atividades paralelas Cenas sem Fronteiras, com oficina, exercícios cênicos e sessão de filmes.

Os espetáculos apresentados foram Átridas (Grupo [pH2]: Estado de Teatro), À Meia Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça (grupo homônimo), Kabul (Amok Teatro), Primus (Boa Companhia), Nhô Lica – As Aventuras e Desventuras do Capitão Félix do Amaral (Tragatralha Cia. de Teatro), O Miolo da História (Santa Ignorância Cia. de Artes), Canteiro (Cia dos Inventivos) e Sacra Folia (Fraternal Companhia de Arte). Para o público infantil, o Fentepira reservou a peça O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, dos paulistanos do Grupo 59 de Teatr e Histórias por Telefone, da Cia. Delas de Teatro.

Apoiaram a sexta edição a Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), Sesi, Senac, Sesc, Tusp Piracicaba, Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).

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