No sábado, Cia. 6Dois apresenta B.O. – Uma Lenda Urbana Humana

Um mergulho profundo na mente de um adolescente internado em uma instituição para menores. Esse é o convite que a Cia. 6Dois, de São Paulo), faz ao público no espetáculo B.O. – Uma Lenda Urbana Humana. A montagem, selecionada para a mostra oficial do 8º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), será apresentada sábado (2), às 20h, no Teatro Municipal Erotídes de Campos, no Engenho Central. O festival, realizado pela Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), segue até 10 de novembro com entrada gratuita.

A adaptação de Cláudia Schapira faz um recorte inspirado livremente no texto Blecaute, do escocês Davey Anderson. Na montagem, a trajetória do jovem Tiago é contada por meio de um jogo de vozes e movimentos na encenação essencialmente sonoros. O personagem único e polifônico aguarda o veredicto da Justiça sobre o seu possível confinamento, consequência de um incêndio e uma tentativa de homicídio.

Em cena, dois atores fazem o papel de narradores e outros 12 assumem a persona do menino preso em uma cela. Ao público é revelada uma personalidade que está em plena efervescência ao lidar com questionamentos sobre bullying, insegurança, desafeto e identidade. Em um misto de sonho e realidade, o público invade a mente desse jovem, sem saber ao certo o que é pensamento, realidade, ação ou devaneio.

Microfones instalados em diversos espaços do palco e a movimentação dos atores em coro criam situações que transitam entre presente, passado e futuro. O jogo da palavra é o grande recurso da encenação em que os narradores surgem como uma espécie de alterego a alinhavar a narrativa do jovem cosmopolita e angustiado com a pressão da vida urbana e a cobrança por posicionamento.

Após o espetáculo, o grupo participa de um bate-papo com o público, a companhia teatral e a comissão debatedora, composta pelo curador do 8º Fentepira, o diretor teatral Roberto Rosa, a dramaturga Ana Souto e o crítico de teatro Alexandre Mate, professor do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e membro da comissão que define os finalistas para o prêmio Shell de Teatro.

CRIAÇÃO – B.O. surgiu do desafio proposto, no ano passado, pela diretora convidada Claudia Schapira, que também assina o projeto cenográfico da peça. A ideia era discutir a adolescência, o bullying e a formação do sujeito nas grandes cidades. Tudo isso radicalizado e aprofundado na linguagem que ela e o Núcleo Bartolomeu de Depoimento pesquisam, como o teatro hip hop, a dança de rua e o slam.

Ao palco, sobem Anderson da Silva, Aryane Mattosinho, Camila dos Reis, Flora Oliveira, Diego Avelino, Edson Rossi, Heitor de Andrade, Mário Spaziani Filho, Murillo Marques, Nathália Alfieri, Renata Bruel, Roberto Bellinati, Luiz Carlos de Araújo e Thiago de Freitas. A produção é de Renata Bruel, o projeto de iluminação de Rafael Lopes, o projeto de sonoro de Roberta Estrela D’Alva, Cláudia Schapira e Beto Bellinati, a direção de movimento de Lua Gabanini e a assistência de direção de Viviane Palandi

TRAJETÓRIA – O Grupo 6Dois se consolidou como um coletivo dentro da Escola de Arte Dramática da Universidade (EAD), da USP, a partir de 2012. No entanto, os atores passam por processos criativos desde o segundo semestre de 2010 com o texto Romeu e Julieta, de William Shakespeare, orientado por Bete Dorgam.

Em 2011, sob a direção de Isabel Setti, o grupo encenou O Romanceiro da Inconfidência, a partir de poemas de Cecília Meirelles. Em 2012, foram dirigidos por Iacov Hillel no musical infantojuvenil O Pífaro, releitura brasileira do dramaturgo Paulo Faria e do diretor musical Carlos Bauzys para a fábula O Flautista de Hamellin.

Em 2013, além das apresentações de B.O. – Uma Lenda Urbana Humana, o grupo, no último ano como alunos da EAD, iniciou estudos com a máscara guiados pelo diretor Dagoberto Feliz, com a proposta de pesquisa da potência teatral e cômica existentes na encenação de um cabaré. Dessa experiência surgiu A Escada da Madame B.

O FESTIVAL – A programação do Fentepira é composta por diversos espetáculos nacionais nas categorias adulto, infantojuvenil e teatro de rua. Diferente dos demais eventos do gênero no país, esta não é uma mostra de caráter competitivo e oferece ajuda de custo aos grupos conforme as distâncias de Piracicaba.

As 10 montagens da mostra oficial foram escolhidas entre as 217 inscritas de 15 estados brasileiros. Em 2013, o Fentepira terá como palco principal o Teatro Municipal Erotídes de Campos, no Parque do Engenho Central, além de outros espaços da cidade, como a Praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba, Colégio Piracicabano, Teatro do Sesi, Teatro Unimep e Ponto Arte Garapa.

A Prefeitura de Piracicaba é realizadora do Fentepira, por meio da Secretaria Municipal da Ação Cultural, com o apoio do Sesi Piracicaba, Tusp Piracicaba, Senac Piracicaba, Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Secretaria Municipal de Educação e Centro de Comunicação Social.

SERVIÇO – 8º Fentepira, com B.O. – Uma Lenda Urbana Humana, sábado (2), às 20h, no Teatro Municipal Erotídes de Campos (avenida Maurice Allain, 454, Parque do Engenho Central). Entrada gratuita. A distribuição de ingressos tem início uma hora antes da apresentação. Duração: 55 minutos. Classificação: 16 anos. Mais informações no site http://www.fentepira.com.br, no blog www.fentepira.wordpress.com, pelo Facebook Fentepira Piracicaba ou pelos telefones (19) 3413-5212 e 3413-8526.

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