Grupo Forfé apresenta Degredo no Teatro do Engenho

Foto: Carina Machado
Foto: Carina Machado

O Grupo Forfé de Teatro apresenta o espetáculo Degredo neste domingo, 8, no Teatro Municipal Erotídes de Campos, às 21h. Com entrada gratuita, a encenação integra a mostra oficial do 10º Fentepira (Festival Nacional de Teatro de Piracicaba), evento da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) realizado com entidades parceiras.

Degredo conta história ocorrida em meados do século 17, na qual uma viúva chamada Nhá Flora foi expulsa de Piracicaba em razão da suspeita da comunidade de que ela estaria se relacionando com um jovem capitão de milícia.

O elenco é composto por Adriano Mota (ator e cenógrafo), Fabrício Zavanella (ator e músico) e as atrizes convidadas Andréia Abreu e Laruama Alves. “A encenação propõe um jogo nas interpretações dos personagens, na qual os atores se revezam, interpretando o capitão Carlos Bartolomeu de Arruda e as atrizes nas aparições de Maria Flora”, descreve Thaís Dias, diretora do espetáculo.

Por meio de um recurso de audiovisual, há as participações dos atores Barboza Neto e Elias Lima. Degredo é a terceira parte da Trilogia Rural, projeto iniciado em abril com o objetivo de levar as artes cênicas para as zonas distantes do Centro de Piracicaba com oficinas comunitárias e temporada dos espetáculos que compõem a Tríade de Denilson Oliveira, composta também por Palhaços e Delírios.

Trabalhando com teatro em São Paulo, assim como os atores de Degredo, Thaís, que estreia na direção, conta que os ensaios aconteceram na capital e em Piracicaba. “Os ensaios realizados em SP facilitaram muito a construção da obra, já que todos trabalhamos aqui e os parceiros de equipe também. Tivemos Raniere Guerra, do grupo Esparrama, como diretor musical, e Jonatham Silva, da Cia. do Tijolo, como compositor de nossas canções. Esse encontro se fez potente para a construção da obra, pois nosso ponto de partida é a contação de um causo de amor. Construímos tipos, desenvolvemos relações e convidamos o espectador para tomar uma xícara de chá enquanto nos ajuda a reviver esse romance. Esperamos aquecer os corações com humor e aconchego”, deseja a diretora.

FORFÉ – Criado em Piracicaba, interior de São Paulo, o Grupo Forfé de Teatro iniciou suas atividades em 1999, por iniciativa de um coletivo de jovens ligados a uma igreja. Em pouco tempo, deixou esse formato e adquiriu caráter de oficina permanente de teatro.

Em 2004, teve início o interesse do grupo por textos clássicos, como Antígona, de Sófocles, que virou montagem. Voltados para a obra de Nelson Rodrigues, os atores fizeram experimentações que culminaram namontagem de Senhora dos Afogados, em 2005, trabalho que levou o grupo parafestivais e lhe rendeu prêmios.

Há cerca de oito anos, parte de seus integrantes foram viver em Santo André, onde cursaram a ELT (Escola Livre de Teatro). Essa cisão temporária propiciou o desenvolvimento de novas ideias, sobretudo, o interesse em procedimentos colaborativos. Assim nasceram espetáculos como Nem Tudo está Azul no País Azul e Sobre Meninos, Mendigos e Poetas.

Em 2010, a pesquisa do grupo consistiu em uma investigação do processo artístico a partir de estudos individuais dos atores com a música. Sob essa ótica, desenvolveu uma série de espetáculos musicais com o prenome de Forfé Canta. Em 2012, o grupo foi contemplado com 2º Edital para Ações Culturais do Ensaiando um País Melhor, quando pôde desenvolver o projeto Forfé Partilha Poéticas, que resultou no processo criativo Delírio de Água Ardente, com dramaturgia de Denilson Oliveira.

Neste ano, e após a temporada de Travessias, espetáculo que atravessava o rio Piracicaba, o grupo deseja dar continuidade às suas pesquisas estéticas, almejando suscitar questões de como, a partir da música, pode-se construir uma metodologia de composição de um espetáculo que dialogue com a teatralidade contemporânea.

BATE-PAPO – Encerrada a apresentação do Forfé, o público é convidado a participar do bate-papo com o grupo e com o doutor em história social Alexandre Mate, o ator e bailarino Aguinaldo de Souza e o curador do 10º Fentepira, Valdir Rivaben. A programação da décima edição segue até 15 de novembro, sempre com entrada gratuita.

O 10º Fentepira integra o Calendário Oficial de Eventos da cidade, por meio da lei municipal 6.072/2007. São parceiros o Sesi, Sesc, Senac, Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Colégio Piracicabano, Poiesis – Organização Social de Cultura, Ponto de Cultura Garapa, Apite! (Associação Piracicabana de Teatro), CoMCult (Conselho Municipal de Cultura), Associação Cultural e Teatral Guarantã, Jornal de Piracicaba, Revista Arraso, Secretaria Municipal de Educação e Rádio Educativa FM.

SERVIÇO – Espetáculo Degredo, no 10º Fentepira. Domingo, 8, às 21h, no Teatro Municipal Erotídes de Campos (avenida Maurice Allain, 454, Parque do Engenho Central). Entrada gratuita. Duração: 70 minutos. Capacidade: 120 pessoas. Classificação: 12 anos. Mais informações: (19) 3413-5212 e http://www.fentepira.com.br.

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